“Xscape Origins”: um novo livro que destaca o verdadeiro Legado de Michael Jackson.

| Xscape Origins |

[Novo livro lançado pelo jornalista australiano Damien Shields enfatiza obra artística de Michael Jackson]

“Centenas de livros foram escritos sobre Michael Jackson, mas este é um dos poucos que, esquecendo-se de sua vida privada muito debatida, lança luz em uma área em que a maioria das pessoas aparentam menos informadas; seu trabalho” – Charles Thomson

“Garantido para satisfazer a paleta intelectual de fãs de Michael Jackson que têm sede de mais conhecimento a respeito de sua genialidade e criatividade” – Michael Prince

Disponível para pré-encomenda o livro será oficialmente lançado na terça-feira, 24 de março de 2015.

Com a onda de interesse póstumo em Michael Jackson diminuindo, livros sobre sua vida e legado estão se tornando escassos, mas também, em média, mais cuidadosamente constituídos. Novo livro “Xscape Origins” por Damien Shields merece ser conferido, uma vez que é dedicado ao assunto que tem sido quase elite no reino da imprensa relacionado a MJ – a música de Michael.

“No mundo Michael Jackson, ano de 2014 foi marcado por o lançamento de uma coleção, denominada Xscape, de oito inéditas músicas de Michael Jackson remixadas por produtores modernos.

O lançamento foi promovido pesadamente na mídia e fez sucesso comercial. No entanto, a ênfase do lançamento, bem como a sua campanha promocional se deslocou visivelmente do trabalho artístico de Michael Jackson para os remixes feitos das canções.

Um documentário com os produtores que falam sobre como eles reinventaram a música do artista falecido, um vídeoclipe com estranhos dançando para um dueto que nunca aconteceu, e um holograma de um imitador de Michael Jackson, realizando uma versão re-escrita de sua música – tudo isso , ironicamente, tinha pouco a ver com Michael e sua arte genuína.

Para pessoas como eu, os admiradores da arte de Michael e música (ou, como são chamados hoje, “puristas”), as versões originais das músicas foram lançadas no edição Deluxe do CD. Essas oito composições, oito jóias escondidas, foram minhas preferidas para a tomada do projeto Xscape.

Hoje, quase um ano após o lançamento da coleção,estou segurando em minhas mãos um livro que brilha a luz sobre essas jóias e lhes dá a devida atenção.

“Xscape Origins: As Canções e Histórias que Michael Jackson deixou para trás” – o novo livro de Damien Shields – explora a história das oito faixas originais lançadas na coleção Xscape.

O livro falou comigo desde o prefácio, onde o autor explica como esse projeto foi concebido. Segundo Damien Shields, nasceu a partir do desejo de dar crédito ao trabalho original de Michael, que recebeu um tratamento aparentemente inferior em seu próprio álbum.

Posso relacionar-me àquela sensação.

Para mim, é bastante óbvio que o valor do material inédito que Michael deixou para trás não está na sua integralidade, e nem é em como contemporânea parece hoje.

Seu valor está em sua capacidade de fornecer um vislumbre de sua mente criativa em uma determinada época. Os sons e peças musicais que ele escolheu para seus arranjos, a “sensação” de que ele aspirava em suas canções são reveladores do seu mundo interior.

Sabe-se que Michael foi extremamente meticuloso quando se tratava de sua música e às vezes passava anos trabalhando no aprimoramento das mesmas para trazê-las para o estado de realização.

Para testemunhar o processo criativo em seu material inacabado é uma forma de “conversar” com o artista, para desfrutar de seu brilho. É por isso que, na minha opinião, o trabalho original deve sempre vir em primeiro lugar, apesar de como moderno e soar bem os remixes poderiam parecer um determinado momento no tempo.

Fiel a esse princípio, “Xscape Origins” repõe a arte original de Michael Jackson de volta aos holofotes.

O livro é composto por oito capítulos – um para cada canção da coleção.

Dois dos capítulos: “She was loving Me” e “A Place With No Name” – são baseados nos artigos previamente publicados no blog de Damien; embora no livro, Damien expande-os com citações adicionais e relatos pessoais. Os outros capítulos são completamente novos.

O livro traça a história de cada música de volta para a sua criação e fala sobre a sua evolução ao longo dos anos. Mas possivelmente o mais importante, ele mergulha o leitor no ambiente em que a música evoluiu.

A coleção Xscape, não aderindo a nenhum determinado conceito, contém canções que vão de 1980 até a era Invincible, de demos gravadas e logo guardadas às canções que Michael trabalhou extensivamente e considerou para o lançamento.

Algumas canções, portanto, têm a história mais longa e mais substancial do que outras. No entanto, Damien coloca até mesmo músicas menos significativas no contexto do tempo e dá a cada composição um contexto rico descrevendo que outro material Michael continuou trabalhando durante o mesmo período, com quem colaborou e que tipo de ideias explorava musicalmente.

Para capturar a energia e paixão nas palavras de parceiros criativos de Michael exclusivamente entrevistados para o livro, Damien escolhe uma abordagem sábia – em vez de recontar a história, ele dá a palavra às testemunhas tanto quanto possível e permite-lhes falar.

Além de compartilhar a história de cada música, através das palavras de colaboradores de Michael, o livro pinta um retrato vívido de Michael através de seu lado artístico e seu modus operandi em um estúdio de gravação.

Quase todas as pessoas citadas no livro mencionam o quanto eles foram influenciados pela experiência de trabalhar com Michael Jackson. Muitos deles eram artistas e produtores realizados em seu próprio direito e eles ainda falam dele quase com reverência e tratam a oportunidade que foi dada como a maior bênção de suas vidas.

A emoção em suas palavras quando descrevem as sessões de gravação é contagiosa.

Algumas das lembranças (“O tom dele é louco, cara. Louco!”) dá-lhes arrepios.

Mesmo as pessoas que trabalharam ao lado de Michael, durante muitos anos, como Matt Forger, olha para trás sobre esse período com incredulidade, como se eles não pudessem acreditar plenamente que aconteceu.

“A intensidade [do vocal de Michael], às vezes, seria esmagadora…” Forger diz. “Às vezes eu olho para trás e digo: ‘Nossa, eu tomei isto por concedido. Estar presente àquele momento. Foi simplesmente surreal”.

Você também terá uma noção de quão exigente Michael foi com os produtores e músicos e quão alta a barreira que ele estabeleceu para eles – e para ele próprio.

Há uma crença comum de que Michael tinha dificuldade em dizer “não” para as pessoas – mas não quando se tratava de sua música.

Como este livro demonstra, mais uma vez, quando se tratava de som e melodia, Michael Jackson era muito exigente e nunca se contentou pelo segundo melhor.

O capítulo ” Xscape” o meu favorito no livro, oferece um vislumbre precioso para a química entre Michael, Cory Rooney e Rodney Jerkins, quando este último só se juntou ao projeto Invincible.

O capítulo conta a história de como Michael inicialmente manifestou dúvidas nas habilidades de Rodney e Rodney pretendeu demonstrar-se com tal fervor que ele se trancou no estúdio durante semanas e trabalhou com sua equipe em três turnos em volta do relógio para entregar uma música aceitável à Michael.

Tal era o desejo dos produtores de Michael para alcançar o nível de seu padrão de qualidade.

O capítulo “Do You Know Where Your Children Are” (Você sabe onde seus filhos estão?)é outro que se destacou para mim, porque ele toca em temas sociais na obra de Michael.

Na discografia oficial do MJ, estes temas se tornaram proeminentes com o álbum Dangerous (Bad, é claro, tinha “Man In The Mirror”, mas essa música não foi escrita por Michael). No entanto, como Damien argumenta em “Xscape Origins”, Michael realmente começa a se concentrar sobre esses assuntos na época da era Bad, com canções como “Do You Know Where Your Children Are”, ” Abortion Papers ” (Papéis de Aborto)e algumas outras que acabaram não fazendo o corte.

Nesse período, quando ele foi considerado por muitos como estando “fora de contato com a realidade” e vivendo em uma terra de fantasia, Michael estava realmente muito sintonizado com os problemas sociais.

Até o momento em que o biógrafo J. Randy Taraborrelli tomou a liberdade para zombar do famoso vídeo “Bad” de Michael, dizendo que seu conceito de vida de rua foi “distorcido” e “caricatural” (“É isso que Michael vê a partir da janela colorida de sua limousine ? “), Michael tinha escrito então a inédita “Do You Know Where Your Children Are” com a sua imagem de tudo muito realista da vida nas ruas que ele testemunhava todas as noites a caminho do estúdio (e não em uma limousine, a propósito, segundo seus colegas, ele estava dirigindo uma surrada Chevy Blazer na época).

Outro tema de destaque em destaque ao longo do livro é o zelo incessante de Michael para o conhecimento, para absorver lições da história e usá-las para alcançar objetivos maiores.

A narração faz um laço maravilhoso, a partir das palavras de Ron Weisner, gerente de Michael, no primeiro capítulo descrevendo a ética do trabalho de Michael no final dos anos 70, quando ele observava os grandes artistas do passado com a intenção de “desenvolver, realizar estudos e achor que ninguém encarou isso como um concorrente” e terminando com uma observação por Rodney Jerkins de Michael fazendo os mesmos 20 anos mais tarde, porque “Você nunca para de estudar os grandes” Michael tornou-se proficiente em aprender com os grandes. E, sendo um artista realizado, talvez ele imaginou que um dia, as gerações futuras estariam estudando o seu processo criativo, da mesma forma e da mesma forma ser inspirado por ela.

Como Matt Forger diz lindamente no prefácio, Michael “adorava contar histórias e gostaria que algum dia pudesse ser ele a história a ser contada.”

E, graças a pesquisadores como Damien Shields, agora temos a oportunidade de ouvir a história e aprender com ele”

Avaliado por Morinen

 Damien Shields apresentando o livro:

Transcrição do vídeo aqui:

http://www.damienshields.com/introducing-xscape-origins/#comment-30487
Fontes: http://en.michaeljackson.ru/xscape-origins/

http://www.damienshields.com/introducing-xscape-origins/

http://xscapeorigins.com/

http://www.damienshields.com/2014-mj-year-in-review/

http://www.huffingtonpost.com/charles-thomson/michael-jacksons-xscape-o_b_6889006.html

Tradução: http://www.michael-iloveyoumore.blogspot.com.br/

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